Entrevista - Sr. Jorge Lima, Ceo SEMCO SERVIÇOS INTEGRADOS

jorgelima

1) Para crescer, grandes empresas buscam mudanças radicais. Cite-as na sua opinião.

Não sei se o correto é dizer mudanças radicais. Acredito que a busca pela máxima eficiência e produtividade tem feito as grandes empresas reverem todos os seus processos, pois a competitividade está cada dia maior, principalmente pela globalização e quebra de fronteiras mercadológicas e da informação. Estamos vivendo uma revolução tecnológica em que os processos mudam com muita rapidez. Veja o caso do celular. Em 1998 ter um "StarTac " era o máximo. Hoje os celullres estão cada vez menores e com mais utilidades quebrando todas as barreiras que julgávamos que demoraria décadas para serem atingidas. Estamos falando de 8 anos.

2) Segundo pesquisas, presidentes temem que concorrência feroz mude dinâmica de mercado, o que você acha disso?

Sim. Isto já está acontecendo. Na área de serviços algumas empresas estão com margens negativas. O pior é que muitas empresas estão preocupadas só em crescer. Alguns executivos tem a maior parte do seu bônus voltada para isto, esquecendo-se do caixa e rentabilidade. Já vi muita empresa que está a 5 anos no prejuízo com o discurso que estou crescendo por isto não dou lucro, qdo. na realidade está mergulhada numa competição predadora, perdendo margens. Na área de serviços isto está claro e acredito que muita coisa mudará nos próximos 3 anos, haja visto o tanto de empresas que estão a venda ou falidas.

3) Classifique esta inovação de acordo com as seguintes frentes: Produto - Serviços e Mercado - Operacional.

Como estamos vivendo uma revolução tecnológica, concorrência brutal e queda de rentabilidade de alguns segmentos, a inovação virá de todas as direções, desde revisão de processos, concentração e foco no core business, mudança no perfil do cliente, mudança na formação de mão de obra e etc. Se entendermos claramente que estamos numa revolução tecnológica, mercado globalizado e a quebra de barreiras da comunicação e informação, veremos que a mudança mercadológica será enorme na próxima década. Acho engraçado que vivemos algo parecido com a Revolução Industrial. Tudo que se lê desta época demonstra que eles não sabiam que estava numa revolução e veja como foi a década posterior a ela.

4) Quais são os planos da empresa para os próximos 2 anos?

Continuar crescendo com responsabilidade e criar valor agregado aos nossos produtos/serviços visando não só atender o cliente final, bem como, as modificações mercadológicas que estão sendo exigidas.

5) Qual sua visão de mercado e atuação para este II Simpósio?

No aspecto de expectativa, sou um incentivador nato de trocas de experiências, diria que este seminário na região tão rica e importante, pode não só gerar grandes trocas de informações e experiências, como também retirar algumas discussões do eixo polarizado em RJ e SP. Espero que haja outros em diversas regiões de alto potencial como São José dos Campos.

6) De que forma pretende direcionar sua participação dentro do Simpósio?

Me esforçarei ao máximo para agregar valor de forma que os participantes possam efetivamente sair com uma visão positiva e reflexiva. Todo seminário que sou convidado eu digo que você tem sair com questionamentos, pois caso contrário ele não serviu para nada. Por isto adoro polêmicas.

7) De acordo com a sua experiência o que acontecerá com o mercado político-econômico nos próximos 2 anos nas áreas de compras, exportação e tecnologia?

Leio muito sobre isto e o que tem de achismos é impressionante. Pergunte aos economistas quanto seria o dólar hoje a dois anos atrás. Precisamos parar de chutar visões que tornam pessoas famosas. É engraçado, alguns chutam e se acertam virão personagens da mídia ou gurus de consultorias. Se errarem , algo aconteceu de tão importante e por isto erraram. Estamos cheio de futuristas no Brasil. A única coisa que sei é que o mercado está instável e em revolução, o que exige atenção total e capacidade de modificações estratégicas rápidas. Isto em função da revolução tecnológica que afeta diretamente o perfil do consumidor. Não sei se a China e a Índia, locomotivas do mercado mundial em termos de crescimento, manterão o ritmo com salários que pagam aos seus empregados. Já vimos este filme com os chamados Tigres Asiáticos. A insistência americana na militarização também gera muitas dúvidas. No aspecto Brasil, acho que a eleição presidencial não gerará tanto impácto e especulação como a última, até por que já ficou claro que o PT é um partido igual aos outros. No plano econômico, acredito que a queda dos juros progressiva proporcionará grandes ganhos sociais e saltos quantitativos. É inaceitável a posição que ocupamos quando somos reconhecidamente o terceiro mercado potencial mundial. Acredito em crescimento acima da média para os próximos dois anos. As fusões e aquisições em diversos segmentos seguirão em frente. A pior visão é que continuaremos ser os campeões de carga tributária. Ah, por fim, como Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu. Roque Júnior e Dida, vamos sofrer muito na Copa do Mundo.

 

 

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