Entrevista - Sr. Fernando Luchetti Diretor BRINDE BEM

1) Para crescer, grandes empresas buscam mudanças radicais. Cite-as na sua opinião.

Para responder a esta pergunta eu teria que trabalhar em uma, mas vendo de fora, como prestador de serviço e com um pouco de conhecimento através de leituras e experiência própria, citaria apenas três pontos principais, sendo que muitas grandes empresas já estão tomando-as:
A - Conhecer bem a tendência mundial em seu segmento e todos os outros que se entrelaçam nele, numa cadeia desde a fonte da matéria prima até o consumidor final. Assim, poderá fazer um planejamento estratégico que deverá ser adequado às mudanças nos cenários que irão se formando;
B - Investir em tecnologia, pesquisas, dar garantias, transmitir confiança e responsabilidade, firmar parcerias, procurar a perfeição em todas as etapas da empresa, investir em relacionamento one-to-one, aperfeiçoar o que já parece perfeito, fazer follow-up, assistência pós-atendimento ou venda, analisar o que outros segmentos, ongs ou países fizeram e deu certo e como adaptar a sua realidade; inovar, criar, analisar de vários ângulos e escutar desde um catedrático até o mais humilde, pois conhecimento (informação) é uma coisa e sabedoria é outra;
C - Ter uma consciência ligada à preservação do meio-ambiente e a responsabilidade social, investindo no melhor capital que uma empresa pode ter que são seus "colaboradores". Tanto as reciclagens de produtos, quanto a dos seres humanos, deve ser uma constante preocupação, se quisermos ter uma fonte inesgotável para nossa sobrevivência e uma sociedade justa.
O homem foi progredindo sem medir as conseqüências e estamos a algum tempo pagando pelos crimes cometidos contra a natureza e também com os seres que habitam esta terra. Está na hora de mudar a direção deste progresso de "destruição" para o de "construção". As mudanças são simples para quem já tem esta consciência e radical para quem precisar tê-la.
O melhor investimento é no capital humano, proporcionando treinamentos, atualizações constantes, programa rotineiro de prevenção a acidentes e de preservação a saúde, consciência de proteção ambiental, plano de saúde e educação garantida para toda a família. É lógico que tudo isto é fruto do merecimento do mesmo, gerando a estabilidade de emprego, transmitindo a sensação de um futuro digno, proporcionando assim, que o brasileiro volte a ter sonhos e que eles são possíveis de se realizarem.
Em uma empresa com estas características, qual colaborador seria "louco", para não dar o máximo de si e conseqüentemente gerar um crescimento sustentável por um longo tempo? Isto forma uma "consciência positiva", que se estende por todas as outras empresas, chegando à sociedade como um todo, formando uma aura de dimensão incalculável.
Isto não é utopia, sonho, ou um mundo irreal, basta acreditar e começar a agir, sem esperar que "algo" aconteça. A verdade está na simplicidade, não existe mágica. O que serve para uma "pessoa física" serve para uma "jurídica", isto é LEI

2) Segundo pesquisas, presidentes temem que concorrência feroz mude dinâmica de mercado, o que você acha disso?

Primeiramente em meu vocabulário não existe esta palavra "temer" e considero que ninguém a deveria ter, principalmente neste cargo.
Podemos substituí-la por responsabilidade, cautela, análise de tendências, tentar prever o que pode vir e tomar as providências para não ser pego de surpresa, ou pelo menos amenizar este impacto!
Considero que a maior concorrência que uma pessoa ou empresa possa ter é ela mesma! Se estiver preparado como citado na resposta acima, não há o que temer. Precisamos estar sempre atentos, pois a vida está em constantes mutações e cada vez mais rápida, por isso a necessidade de estarmos atualizados e termos colaboradores e parceiros em mesma sintonia. O desafio é motivo de estímulo e não de temeridade!
Em casos estratégicos, uma fusão ou mais pode ser vantajosa. Se não pode com o inimigo, una-se a ele!
Podemos citar que temos um governo que não colabora, por não ter um planejamento, por aplicar altas taxas de juros, criar dificuldades para o empresário na captação de recursos, burocracia exagerada, falta de investimentos em portos, estradas, ferrovias, energia, saneamento básico, educação, moradia, atitude eficiente na proteção dos recursos naturais, sem falar na corrupção e outras coisas que nem é preciso citar. A ausência de atitude ao encontro de soluções demonstra um descaso e incompetência. Desta forma torna impossível suportar um crescimento mais forte, já verificado em planos "milagrosos" do passado, com falta de abastecimento, por não haver estrutura. Outro fator importante são nossas leis que emperram o crescimento e abrem brechas para a impunidade.
Estes fatos já vêm de longo tempo e não é de agora, por isso não é surpresa e sempre convivemos com eles, assim sendo este não é motivo de desculpas. Mas o mundo como disse é mutável e a globalização uma realidade. Os governantes e empresários que estavam atentos, se prepararam e hoje estão colhendo os frutos do que plantaram
Neste país tudo nos favorece: Não temos guerra, terremotos, maremotos, furacões, vulcões, neve, desertos, etc., pelo contrário, somos um país continente, temos solo fértil, quase que a totalidade da água potável do mundo se encontra em nosso território, ainda temos florestas com uma biodiversidade ímpar, uma fortuna incalculável de recursos naturais, povo pacato e sorridente. Desde 1500 somos explorados e a riqueza não acaba!
O governo faz discursos de superávits sendo batidos a cada dia, recordes em várias frentes, inflação contida e real valorizado, mas com um crescimento pífio, onde países insignificantes em relação ao nosso potencial estão crescendo em média 9% ao ano. O Brasil cresce em razão do crescimento dos outros, principalmente da China que é o nosso maior comprador e está crescendo em taxas altíssimas, se algo "estranho" acontecer com eles... Estamos sempre observando!
Falta a coragem, competência, empreendedorismo, arrojo e visão em nossos governantes, para em conjunto com a sociedade e empresas (geradores de riquezas), traçar planos e metas, para que saiamos da condição de país do futuro, para o país do presente.
Talvez pela falta deste perfil, somada a falta de experiência no trabalho de nosso chefe maior, em conjunto com políticos inescrupulosos, seja a razão de estarmos deixando de aproveitar o "boom" do crescimento mundial.
Estas características, aliada ao "temor" de alguns "presidentes corporativos", creio ser a maior das "concorrências ferozes" que se pode esperar!

3) Classifique esta inovação de acordo com as seguintes frentes: Produto - Serviços e Mercado - Operacional.

Os produtos e serviços passam a ter maior qualidade e competitividade interna e externamente; As marcas das empresas ganham maior valor e respeitabilidade;
O crescimento passa a ser generalizado, nivelando por cima;
Maior facilidade na realização comercial;
A concorrência, a alta produtividade e a exigência de um público culto, farão os preços baixarem;
Maior volume de dinheiro circulando;
Dívida interna e externa menores;
Juros menores e menos impostos a serem pagos, as empresas terão condições de colaborar com o governo p/ uma sociedade mais justa;
Diminuirá consideravelmente o espaço p/ a criminalidade, assim como o número de desempregados;
Mão-de-obra com maior qualificação;
Logística racionalizada e mais barata;
Natureza e homem em equilíbrio, etc.
A auto-estima dos brasileiros desencadeará a "consciência positiva", que abraçará a todos e atingindo níveis de desenvolvimento pessoal e material em grandes escalas jamais imaginadas.

4) Quais são os planos da Brinde Bem para os próximos 2 anos?

Nossos planos para os próximos 2 anos são os mesmos dos outros subseqüentes, seguindo um planejamento pré-elaborado e suas adaptações necessárias pertinentes às mudanças, além dos nossos 3 pontos fundamentais: "Definição de negócios", "Missão" e "Visão".
Cumprindo-os na integra, teremos resultados bem satisfatórios, independente de "surpresas" e "temores".
Definição de negócios: "A Brinde Bem é uma empresa que apresenta soluções em estratégias de marketing de relacionamento, corporativo, promocional e de comunicação, através de projetos personalizados".
Missão da empresa: "Nossa organização busca valorizar o relacionamento das empresas com seus clientes, fornecedores e colaboradores através de produtos e serviços personalizados da mais alta qualidade e que atendam as necessidades dos usuários finais, trazendo assim plena satisfação da cadeia de consumo".
Visão da empresa: "A empresa ter o reconhecimento por parte dos clientes, fornecedores e parceiros como referência em prestação de serviços de marketing e comunicação valorizados por ações e estratégias customizadas, inseridas na realidade e necessidades dos nossos clientes e do mercado".
No que tange a ação social, a Brinde Bem atua como parceira do "Integrare" que visa à valorização da diversidade humana, étnica, de gênero, entre outras, nos negócios e na sociedade. Somos parceiros da Conexão Solidária, ação realizada pela Fundação FGV, em parceria a outras empresas, em pró do "GESTO" (Grupo de Estimulo ao Tratamento Oncológico) e do GURI (entidade que ajuda as crianças carentes de rua). Na parte de reciclagem humana, somos parceiros da Ondec, empresa que promove palestras e cursos para engrandecimento do ser humano.
A partir deste ano, a empresa que adquirir os produtos e serviços da Brinde Bem, estará colaborando com oGACC (Grupo de Apoio à Crianças com Câncer).
Queremos estar cada vez mais atuantes nestes seguimentos.

5) Fale sobre a sua experiência dentro da empresa. Acrescente breve CV

Como tive a felicidade de nascer em uma família de empresários, com um pai que teve em sua vida uma infinidade de premiações e conquistas nas áreas em que atuou, aproveitei a oportunidade para extrair ao máximo os ensinamentos ali vivenciados, colocando-os em prática.
Comecei a trabalhar aos 12 anos, com 18 anos fui emancipado e fiquei com a responsabilidade de gerir sozinho um dos hotéis da rede da família, seguindo a evolução dos acontecimentos, colaborei na administração da Mineradora (Água Passa Quatro) adquirida pelo meu pai e na administração do Hotel Recanto das Hortênsias, na cidade de mesmo nome da água, no sul de Minas. Nas horas vagas fiz faculdade de Engenharia Civil e Economia. Montei duas agências de viagens, sendo uma em São Paulo (SPF) e outra em São José dos Campos (Racional Turismo), para alavancar o movimento nos hotéis, o que ocorreu em pouco tempo. Por ser uma empresa familiar, resolvemos cada um tomar o seu rumo e segui para o ramo da construção civil e no segmento de marketing corporativo através de produtos e serviços diferenciados, devido à percepção da carência na região de um serviço profissionalizado para atender a altura nossas empresas.

6) Qual sua visão de mercado e atuação para este II Simpósio?

Vejo como uma grande oportunidade para troca de idéias e experiências. Estarão presentes pessoas da mais alta qualificação e de grande exemplo em sua trajetória de vida profissional e pessoal. Isto faz com que o resultado deste Simpósio, tenha um grande peso perante a opinião pública em geral, empresários e autoridades do nosso país.
São excelentes cabeças focadas na busca de soluções para o bem comum, mas o mais importante de tudo é que tenha uma continuidade, cobrança e discussões em escala federal, com persistência e bastante paciência, sem esmorecer, por parte de toda a sociedade para que não fique apenas no papel. A partir deste Simpósio, cada cidadão será responsável pela responsabilidade em materializá-lo, exigindo e cobrando ações de nossos governantes.

7) Informações que julgar necessárias acrescentar neste item.

O Brasil foi, é e sempre será um país viável, basta acreditar e fazê-lo respeitado através de nossas ações. Um país não pode viver de especulações, mas sim de produtividade, seriedade e competência administrativa. A nação já se mobilizou inúmeras vezes quando no passado outros países sofreram crises sérias econômicas e o nosso poderia ser o próximo. O que aconteceu? Foram tomadas atitudes de desaceleração da economia, aumento dos juros entre outros, passaram-se em média, entre uma crise e outra, quatro meses e o que aconteceu? Nada, apenas retardamos nosso crescimento, aumentamos nossa dívida interna, o desemprego aumentou, empresas se endividaram, o real se desvalorizou, etc.
Quando há uma crise, ou previsão da mesma, o que se deve fazer é trabalhar mais, abrir novos clientes, aumentar a produtividade, usar a criatividade e fazer a roda girar. O dinheiro tem que circular... Somente assim se vence uma crise.
Tem que ser feita uma reestruturação ampla, "racional", com a participação de todos, focados no objetivo em comum, sem interesses próprios, políticos, etc.
A função de um governo é proporcionar condições básicas e necessárias para o bem estar da população, administrando os recursos da melhor maneira possível. As demais situações devem ficar sob a responsabilidade da iniciativa privada. Nada disso ocorre de fato, por "n" fatores já citados acima. O povo não quer esmola, quer condições de vida digna para crescer, fruto de seu trabalho. Isto não é discurso político, mas a realidade que precisa se materializar e com o empenho de todos. O resto é conseqüência deste plantio.
Que Deus ilumine a mente de todos e que a "consciência positiva" possa desabrochar coletivamente.

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