Entrevista - Sr. Orlando Moral Jr., Diretor VOLKSWAGEN

1) Segundo pesquisas, presidentes temem que concorrência feroz mude dinâmica de mercado, o que você acha disso?

Em nosso setor, o automotivo, já vivemos num ambiente altamente competitivo, sob forte concorrência. Temos hoje 16 marcas fabricantes de veículos no Brasil, disputando um mercado relativamente pequeno em termos mundiais, de menos de 2 milhões de unidades por ano. Vale lembrar que, há apenas 10 anos, éramos apenas 4 grandes concorrentes, em um mercado de mais de 1,5 milhão de veículos. Se por um lado a excessiva concorrência "assusta", por outro lado, ela também nos leva a desenvolver e produzir carros cada vez melhores, com mais qualidade e melhor conteúdo, e ao mesmo tempo mais acessíveis ao consumidor.

2) Frente ao ambiente competitivo, quais os cuidados necessários em relação às seguintes frentes: Produto - Serviços e Mercado-Operacional.

Aos homens de manufatura cabe zelar especialmente pela qualidade e pelo controle do custo do produto, a fim de garantir sua inserção competitiva no mercado, com margens adequadas para a sustentação do negócio. Além disso, no caso da Volkswagen, a manufatura pode sugerir modificações técnicas no produto durante o processo de desenvolvimento, a fim de facilitar e baratear o processo de produção. Da mesma forma, procuramos estar sempre atentos à voz do mercado, por meio de pesquisas contínuas de satisfação do cliente e dos reparos na garantia. Levamos isso tão a sério que até criamos um dispositivo chamado "Alerta de Campo", que informa ao operador no chão de fábrica quando temos alguma solicitação especial ou reclamação dos consumidores. Embora nossa atuação se concentre no aspecto operacional da fabricação de automóveis, sabemos o quanto isso implica nos resultados da organização como um todo.

Quais são os planos da empresa para os próximos 2 anos? .

De um modo geral, nossos objetivos de curto prazo são:
* aperfeiçoar ainda mais a qualidade percebida pelo cliente,
destacando a superioridade da marca frente a seus principais concorrentes
* tornar nosso processo produtivo ainda mais enxuto, mais robusto e
mais competitivo, com atenção aos detalhes e a cada operação
* oferecer o maior leque de produtos do mercado brasileiro, com
excelentes veículos em todos os segmentos de mercado.

3) Qual sua visão sobre o II Simpósio Oportunidades de Negócios?

Embora vivamos em uma região altamente industrializada, que concentra atividades de alta tecnologia e de grande importância econômica, os gestores das empresas do Vale do Paraíba têm poucas oportunidades de se encontrarem e de trocarem experiências. Considero muito importante e oportuna a realização deste seminário.

4) De que forma pretende direcionar sua participação dentro do Simpósio?

Não pretendo discorrer sobre técnicas ou métodos de gestão empresarial, que são amplamente conhecidos pelos participantes de um Simpósio como este. Pretendo aproveitar esta importante oportunidade para destacar o papel das pessoas - do trabalho em equipe, da motivação e do envolvimento - na transformação do ambiente interno de uma empresa e na conquista de resultados cada vez melhores de qualidade e de produtividade. Acreditar nas pessoas e criar mecanismos compartilhados de responsabilidade e de gestão: este é o caminho para a transformação de uma empresa.

5) De acordo com a sua experiência o que acontecerá com o mercado político-econômico nos próximos 2 anos nas áreas de compras, exportação e tecnologia?

Bem, vamos por partes. Na área de Compras, temos um foco cada vez mais forte em qualidade, na qualidade percebida pelo cliente. Queremos ter apenas entre nós fornecedores absolutamente confiáveis, que compartilhem conosco compromissos de qualidade e confiabilidade assumidos pela marca junto ao consumidor

Na área de Exportações, enfrentamos um período extremamente difícil, com a perda de competitividade do carro brasileiro no mercado internacional. Nossa moeda, o Real, continua muito valorizada frente ao dólar, reduzindo a capacidade de o Brasil concorrer com países como a Coréia e a China, por exemplo. Não enxergamos qualquer mudança neste cenário nos próximos anos.

Quanto à Tecnologia, buscamos criar e produzir veículos cada vez mais seguros, com menor nível de emissão de gases e menor consumo de combustível, que contenham itens de conforto acessíveis e realmente desejados pelo cliente.

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